Data chama atenção para os impactos da tortura na saúde mental e destaca a importância do acolhimento, da escuta e da defesa da dignidade humana
O Dia Internacional de Apoio às Vítimas de Tortura, celebrado em 26 de junho, reforça a necessidade de combater uma das mais graves violações dos direitos humanos e de fortalecer políticas públicas voltadas ao acolhimento e à reparação das pessoas que vivenciaram esse tipo de violência. Instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), a data marca a entrada em vigor da Convenção Contra a Tortura e Outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes.
Para o Conselho Regional de Psicologia da 21ª Região (CRP-21), a discussão sobre o enfrentamento à tortura também passa pela defesa da saúde mental. Além das marcas físicas, a tortura provoca impactos profundos na vida das vítimas, podendo desencadear traumas, ansiedade, depressão, medo persistente, sentimentos de culpa e dificuldades na reconstrução dos vínculos sociais.
Nesse contexto, a Psicologia desempenha um papel fundamental no acolhimento das pessoas em sofrimento, oferecendo espaços de escuta qualificada que contribuem para a reconstrução da autonomia, da dignidade e do sentimento de segurança. A atuação profissional também fortalece processos de cuidado que auxiliam as vítimas na elaboração das experiências traumáticas e na retomada de suas trajetórias de vida.
Além da assistência psicológica, a profissão também possui importante contribuição na produção de conhecimento sobre os impactos da tortura, na documentação de seus efeitos psicológicos e no fortalecimento de políticas públicas voltadas à prevenção, à garantia de direitos e à não repetição dessas violações.
O CRP-21 reafirma seu compromisso com a promoção dos direitos humanos, a defesa da democracia e o enfrentamento de todas as formas de violência, reforçando que nenhuma pessoa deve ser submetida à tortura ou a tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes.
Pessoas que vivenciam sofrimento psicológico em decorrência de situações de violência podem buscar atendimento na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), por meio dos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), ou com profissionais da Psicologia. O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece atendimento gratuito e sigiloso, 24 horas por dia, pelo telefone 188.


