No último dia 29, o auditório da UNINASSAU, unidade Redenção, foi palco do II Simpósio sobre Gênero, Sexualidade e Raça: Decolonialidades e Imigrações, promovido pelo Conselho Regional de Psicologia 21ª Região (CRP 21). Organizado pelo Centro de Referências Técnicas em Psicologia e Políticas Públicas (CREPOP), o evento reuniu profissionais, acadêmicos e ativistas para discutir as interseções entre psicologia, raça, gênero e imigração, com foco na desconstrução de práticas coloniais e patologizantes.

A abertura do simpósio foi realizada pela Conselheira Presidente do CRP 21, Celina da Costa Tourinho (CRP-21/00346), que destacou a importância do evento para o fortalecimento de uma psicologia comprometida com a diversidade e a justiça social. A primeira palestra do dia foi ministrada por Rafa Moon (CRP-21/03231), Conselheira Presidente do CREPOP, que abordou “O papel do Sistema Conselhos de Psicologia na Desconstrução das Despatologizações das Identidades de Gênero e Sexuais”, com base na Resolução CFP Nº 01/1999. Na sequência, a psicóloga Mirlena Belchior trouxe reflexões sobre “A atuação da psicologia no Sistema Único de Assistência Social (SUAS): superando as vulnerabilidades”.

A programação da tarde começou com a participação de Jovanna Baby, uma das pioneiras na luta pelos direitos das travestis e transexuais no Brasil, que falou sobre “Travestilidades Negras”. Sua fala enfatizou a importância da visibilidade e da dignidade das travestis negras no contexto brasileiro.

A psicóloga Suzana Dourado seguiu com uma palestra sobre “Os impactos psicossociais do racismo estrutural”, onde destacou como o racismo afeta a saúde mental das populações negras. Ricardo Oliveira, psicólogo, trouxe à tona os “Processos de imigrações no Piauí e os desafios com os povos refugiados”, abordando as complexidades enfrentadas pelos imigrantes e refugiados na região.

Encerrando os debates, Keila Costa (CRP-21/02216), Conselheira Presidente da Comissão de Orientação e Ética do CRP 21, discutiu “Relações étnico-raciais, Interseccionalidades e a construção de uma psicologia decolonial”. Ela ressaltou a necessidade de uma prática psicológica que reconheça e atue sobre as desigualdades estruturais, promovendo uma abordagem decolonial que valorize as diversas identidades e experiências.

O II Simpósio sobre Gênero, Sexualidade e Raça promovido pelo CRP 21 foi um espaço fundamental para a reflexão e o debate sobre como a psicologia pode contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. As discussões abordaram desde a despatologização das identidades de gênero até os impactos do racismo e das imigrações, reafirmando o compromisso do CRP 21 e do CREPOP com uma prática profissional crítica e inclusiva.